Eu pronome pessoal

30.10.07

Eu, só

Quero alguém que não seja meu dono

Mas de quem eu seja a metade

Que me guie nos dias de nevoeiro

E que junto de mim se sinta inteiro

Alguém que na noite encoberta

Me faça sentir incompleta

Que sem palavras fale comigo

De quem eu seja porto de abrigo

Que me chame meu amor

E a quem eu possa negar a dor

Alguém a quem multiplicar o riso

Para dividir o sorriso

Alguém que caminhe junto

Até ao pôr do sol

E que quando o ocaso chegar

Me diga

Contigo fui feliz.

 

Eu pronome pessoal, só

música: Dreamer, you stupid little dreamer
publicado por Subjectividades às 23:00

Vantagens em se ser uma tesa

30.10.07

Ora vão pensar vocês esta pirou de vez!

Mas, pensem lá comigo, o que traz o dinheiro?

Deixar de trabalhar, festas, roupas, jóias,  glamour, carros casas, iates, viagens...

Bem, trabalhar dá saúde portanto eu por falta disso não adoeço. Festas, glamour pois, vou dormir as minhas horinhas de sono todas, não vou precisar de plásticas e posso meter o dedo no nariz sempre que me apetecer que não vai sair em revista nenhuma mesmo. Roupas, não vou vestir Valentino, nem calçar Prada ou ter carteiras Louis Vuitton mas também nunca mas nunca, vou ser nomeada para a lista das mais mal vestidas. Joias nem Cartier nem nada disso mas também não preciso de cofres fortes nem de seguradoras que as jóias não mas roubam de certeza.

Comidas exóticas, nouvelle couisine, mas haverá alguém mais criativo ou mais exótico que uma tesa que tem de cozinhar todos os dias, que só de ver repetir os pratos bate qualquer restaurante de cinco estrelas. Casas, carros topo de gama, iates, também não vou ser presa por fuga ao fisco, nem ter nunca um exercito de guarda costas e posso sempre jogar ao monopólio. Viagens, bem isso ai até tenho pena, mas posso sempre ler e não corro o risco de sofrer de jet lag .

É só tretas não é, no fundo não conheço ninguém que não quisesse ter dinheiro.

No meio deste palavreado todo só há mesmo duas verdades.

A primeira é que sou mesmo uma tesa. A segunda é que posso afirmar com toda a certeza que os meus amigos gostam de mim pelo que sou.

Esta convenhamos, salvo raras excepções é mesmo só uma vantagem dos tesos.

 

música: Have you ever seen the rain?
publicado por Subjectividades às 10:20

Cortei os caracois.....

29.10.07

É verdade!

Cortei os caracóis .

Andei uns tempos sem me ver ao espelho e um dia destes quando olhei o que vi?

Vi, uma melga, chata, chata, melosa, enjoativa de tão doce...é o que acontece quando se deixam crescer os caracóis até ao coração!

Foi uma febre maluca, que ataca até pessoas de cabelo liso, não escolhe idade nem tipos de cabelo e digam o que disserem as pessoas de bom senso, é bom.... é mesmo muito bom.

Mas como tudo o que é bom, dura pouco ou faz mal, um dia destes vi-me ao espelho.

Vi que continua lá a força, a coragem, a capacidade de me rir de mim mesma, a recusa em ser infeliz e a certeza de que nada acontece por acaso.

Olhei, olhei e vai dai, cortei os caracóis ....

publicado por Subjectividades às 08:35

Á Noite

27.10.07

Sózinha na noite, olho o firmamento e no silêncio, naquele silêncio em que habitam os demónios, solto a minha alma menina deixando-a vagar por momentos, livre deste corpo cansado onde vive aprisionada.

No escuro as recordações vêem como vagas, sinto o agitar das lembranças rolar no meu ventre, criando uma maré que me inunda as veias e envia pequenas ondas frias lamber-me as fontes.

Manta de retalhos de uma vida.

Fios tecidos de modo a formarem um padrão bonito, um motivo memorável, outros desbotados, sem brilho sem lantejoulas, todos eles entrelaçados num enredo ainda por terminar.

 Que mais fios me trará o destino. Que laços entrelaços  ou nós ainda me esperam.

Já sorri à felicidade, já abracei a dor, já ri chorei, já dei e já perdi...

As lágrimas correm soltas!

Olho então a minha alma menina, a sua luz abraça-me, possui-me, liberta-me do medo do conhecimento consciente e diz-me que o amanhã se chama esperança.

Olho o firmamento e finalmente descanso.

publicado por Subjectividades às 23:50

O MITO DO AMOR IMPOSSÍVEL

25.10.07

O Amor ou é ou não é.

Ou se sente ou não.

Se se sente, existe logo é possível, se não se sente não é, não existe portanto o impossível fica de fora.

Associa-se amor impossível a um amor não correspondido ou  amor a alguém que não se pode ter.

Amor correspondido implica pois condição, se tal condição não se der deixa por isso de ser amor?

Quem diz que amor só se pode conjugar no plural, se for no singular quem poderá afirmar que é impossível?

Eu amo, logo quero, por associação tenho possuo!

Ninguém é dono de ninguém nem mesmo no amor.

Será pois impossível amar alguém que não se pode ter?

Se existe alguém que é a razão do meu sorriso,  impossível é eu deixar de sorrir.

Amor é mais do que condição ou posse.

Amar é dar e, só se pode dar o que se tem.

No amor não existe o se, ou se sente ou não se sente.

O amor ou é, ou não é, logo o impossível fica de fora. 

publicado por Subjectividades às 21:34

Impressões

24.10.07

Se há coisa a que não consigo ficar indiferente é ao sofrimento alheio.

Não é só pena, tristeza ou comoção, chega a ser uma coisa física, fico mal, dói-me, incomoda-me, é uma coisa com a qual não lido bem.

Não vou aqui tecer considerações acerca de quem sofre, de quem faz sofrer ou se o sofrimento será genuíno ou não.

Aliás em que é que o sofrimento dos outros me diz respeito se nem sequer consigo valer-me a mim?

Não sei mas é mais forte que eu.

É tão forte que ás vezes meto-me onde não sou chamada e claro ás vezes também acabo por me dar mal.

Num mundo em que cada vez mais é cada um por si, isto não tem nada de racional, há quem ache mesmo que é sinal de pouca inteligência mas, chamem-me o que quiserem, totó, parola, coração mole, posso até ser muito otária mas definitivamente incomoda-me o sofrimento alheio.

Esteja certa ou errada recuso-me a perder a humanidade.

publicado por Subjectividades às 20:00

Ás vezes os amigos também magoam....

24.10.07

A amizade é uma relação da esfera privada pautada entre outras coisas por sentimentos.

Há pessoas que nos chegam, que nos tocam de alguma maneira e com quem depressa esquece-mos o valor dado à polidez e passamos a considerar amigos.

É um papel curioso o dos amigos, não tem atribuições fixas, nem falas estudadas.

A amizade por definição é o desejar o bem de quem se ama, mas a definição de amizade é sempre no mínimo pessoal e no máximo individual .

O que significa pois um amigo para mim? É alguém com quem eu possa ser eu mesma. Alguém a quem eu quero bem.

Ora sendo uma relação afectiva e voluntária eu descobri que ás vezes os amigos também nos magoam.

Não deixam por isso de ser amigos.

Na verdadeira amizade não há contrapartidas, não há o tu dás  eu dou, o tu queres eu não quero.

Entre amigos verdadeiros a  amizade não gela no Inverno!

publicado por Subjectividades às 00:30

Sonhos...

23.10.07

" Nunca deixe que o medo fique à frente dos seus sonhos "

Como esta  há um sem número de máximas que alguém algures inventou provavelmente para se convencer a si mesmo.

É licito que tenhamos sonhos mas, também é licito pensar que se todos se realizassem deixariam de ser sonhos!

Eu posso sonhar o que quiser mas não posso deixar de ser a pessoa que sou.

Se sou uma pessoa não posso ser o Sol, mas posso sonhar em ser o sol de alguém não é verdade? Não há limites para o sonho!

Ora então o que é que o sonho me acrescenta?

Sonhar dá-nos a possibilidade de... e como a felicidade é no eterno momento do agora pelo menos ao sonhar, sou feliz.

É muitas vezes a força dos sonhos que nos impele para a luta por um dado objectivo mas, quando entramos no território do amor, aquilo que no sonho nos faz feliz, na vida real pode ser injusto ou imerecido para a pessoa que o provoca.

Portanto há sonhos que nunca passarão disso mesmo, sob pena de virem a ser o pesadelo de alguém.

Há também quem defenda que é feliz aquele que está livre de sonhos mas, só nos sonhos somos realmente livres.

É  o sonho que comanda a vida mas, com sonhos ou sem eles estamos sempre sós com tudo o que amamos.

publicado por Subjectividades às 01:30

Palavras expressões e alguns palavrões....

22.10.07

Hoje vou mandar um recado.

Um blog também serve para isso!

É uma verdade que eu gosto de rir, gosto de trocadilhos e vou aproveitar alguns preciosismos da nossa língua para mandar uma mensagem a algumas pérolas do meu tesouro que andam meio duras de ouvido.

São minhas amigas, têm acompanhado este blog e, muitos dos disparates aqui publicados têm origem nos desafios que elas me fazem.

Pois, hoje vão dar com os burros na água. Vão ficar como um burro a olhar pro palácio e isto porque eu não gosto de enganar ninguém!

Ora quem passar por aqui e se der ao cuidado de ler alguns comentários publicados vai julgar que eu sou alguma parente pobre da madre Teresa de Calcutá... nada mais falso.

Sou boa pessoa sem dúvida mas tou a passar-me dos carretos portanto, nem que a vaca tussa este assunto hoje vai ficar em pratos limpos.

E depois isto tem outras implicações, é que neste país só se fala bem de quem morreu logo quem der com este blog vai pensar que eu já tou a fazer tijolo ou então os mais impressionáveis, ainda pensam que é alguma voz do além que edita posts na internet e então era o fim da macacada.

Mas tem mais, se por algum acaso  algum assessor andar por aqui a laurear o queijo, ao ler tanto engraxe ainda fica com ideias e não tarda nada todos os políticos deste país têm um blog, não pode ser.

 Eu já as avisei, já lhes garanti que continuo a cobrir-lhes as costas e a salvar-lhes o jantar mas não me ligam nenhuma, passam tempo de mais a ver se tá a chover em mim lá fora!.

Desconfio que depois disto vão andar uns tempos a ver navios no entanto, se as virem por ai, digam-lhes para irem dar banho ao cão!

Tenho dito.

publicado por Subjectividades às 10:40

Adoro-te

20.10.07

Adoro o teu toque, a tua suavidade

Adoro sentir-te, gozar do teu aconchego

apertar-te em mim.

Gosto da tua carícia na minha pele

do conforto que me dás, do teu cheiro

da tua frescura da tua cor.

Gosto de te ter à noite e

detesto deixar-te de manhã.

Acompanhas os meus sonhos,

os meus pesadelos, espreguiças-te

comigo, és como uma segunda pele.

Fui eu que te escolhi

Dormes comigo

És fiel, tás sempre lá

És único

Todas as noites a tua macieza

me chama.

Adoro-te

Querido pijama

publicado por Subjectividades às 23:30

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